quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

High School is over

Quando a franquia High School Musical começou, em 2006, ninguém imaginou que fosse fazer o sucesso que fez. Apenas um DCOM (Disney Channel Original Movie) com uma temática adolescente misturado com números musicais, mas nada muito fora do normal. Uma espécie de Grease do século XXI onde os protagonistas Troy e Gabriella, assim como Danny e Sandy no clássico de 1978, se conhecem no feriado e acabam por estudar na mesma escola. E, assim como John Travolta e Olivia Newton-John, Zac Efron e Vanessa Hudgens também cantam e dançam durante todo filme, que começa quando Troy, capitão do time de basquete da escola, e Gabriella, a nerd novata, fazem testes para o musical de primavera do East High, se apaixonam, e acabam com as diferenças sociais dentro da escola.
Eu se matay pra tentar baixar o filme pelo Kazaa (não conhecia torrent ainda, sorry) e, depois de muitas tentativas frustradas, eis que consigo assistir ao filme graças a esse povo que vende DVD não tão originais por aí (e graças à Jorie, que comprou pra mim =D).
Foi simpático, foi bonitinho. Bom, é da Disney, né, não poderia esperar alguma coisa diferente, e claro que minha queda por musicais também colaborou um pouco. Gostei, sim.
Então veio a notícia de que o 2º filme já tava saindo do papel. No meio de 2007 ele foi transmitido no Disney Channel lá fora e eu baixei. Não por Kazaa, eu abandonei o Kazaa depois do ocorrido com o 1º filme, mas graças à boa vontade dos internautas que converteram o filme pra .rmvb (santo .rmvb) e colocaram o link pra gente, juntamente com a legenda.
O 2º filme não foi lá grandes coisas; o cenário era bem mal feito em certas cenas, as músicas não ajudavam muito, a história foi bem vaga e a Ashley Tisdale, que interpreta a Sharpay, simplesmente falou “ae galere, vol pegar o fiolme y colocar nas minhas costas, si liga ae” e assim fez. O melhor personagem com as melhores cenas e músicas. Ponto. Não que eu quisesse uma história complexa em se tratando de uma seqüência (todo mundo sabe: seqüências nunca são boas) de um DCOM, mas enfim...
Os boatos sobre um 3º filme começaram a aparecer na internet até mesmo antes do 2º ser lançado na TV, mas algumas fotos em que Vanessa Hudgens, a santinha da Gabriella, aparecem nua deixou a Dona Disney bélgica. Seria o fim da série de filmes? O fim do romance sem graça Troyella? Boatos até diziam que o Mickey não renovaria contrato com a safadzinha da Hudgens. Mas tudo não passou de boatos e, graças ao bom God, em 24 de Outubro de 2008, os Wildcats chegaram ao público em outras telas – as do cinema.
E não foi só a tela que ficou maior: a cena final do primeiro filme contou com 200 figurantes, enquanto a cena inicial do 3º teve nada menos que dois mil deles.
O filme foi, simplesmente, o melhor modo de fechar a franquia que trouxe tantas cifras pra mamãe Disney. Muitos críticos (pessoas que são obrigadas a assistir filmes) disseram que não gostaram dos dois primeiros, mas que o terceiro é como uma coisa a parte. É como se os dois primeiros fossem uma reles introdução ao terceiro, que surpreende pelos números musicas muito mais elaborados e história mais consistente.
Claro que a Sharpay continua sendo a melhor do filme. Quer dizer, quem tem uma cena separada só pra mostrar sua chegada no colégio? De quem é o melhor número musical? E por causa de quem acontecem todas as reviravoltas na trama (não só nesse filme, mas em todos)? Não preciso nem responder, obrigado.
As músicas são ótimas, os cenários são incrivelmente elaborados (vide I Want it All e A Night to Remember), a música solo do Troy tem efeitos especiais (que, por favor, são incrivelmente melhores do que aqueles do final do 2º filme) e não é tão gay igual a do 2º filme (excluindo certas partes, como aquela em que ele se esfrega na mesma gradinha que a Gabriella se esfregou na sua música solo do primeiro filme, ou aquela perto do final onde ele se perverte agarrado numas cordas, fazendo a Demi Moore em Striptease), a Gabriella não tá mais tão chata e todas as coisas que fizeram dos 2 primeiros o sucesso que foram estão de volta nesse.
A cena final fecha o filme com "chave de ouro" [/clichê detected]. Não consigo imaginar nenhum final melhor, tanto para o filme em si como para a série.
Claro que, como o povo adora abusar da fonte até ela secar, a possibilidade de um 4º filme não é nula, mas, se caso vier a acontecer, será difícil ter o elenco original de volta, já que seus personagens agora são universitários.
E, palavra de quem se formou há um ano? Assistir ao Ryan e à Kelsie cantando que essa é a última chance todo mundo dividir o palco antes de ir para caminhos separados pode ser, sim, bem emocionante.
Mas, como dizem na última música, por que toda nossa vida não pode ser igual ao nosso Ensino Médio Musical?

1 comentários:

Carol disse...

Dudu é COLEGIAL Musical, pior ainda! Juro que eu queria me matar quando vi isso lá.... Abafa a cena final!