quinta-feira, 16 de julho de 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe


Foi o melhor de todos”. É o que eu sempre digo quando saio do cinema ao assistir a um novo Harry Potter. Sempre saio com aquela euforia, com aquele sentimento de “dever cumprido” depois de esperar mais de um ano por um novo filme. A cada ano que passa, ver o Harry no cinema é uma emoção maior pra mim. Pode ser até infantil, mas é uma coisa da qual sentirei falta quando o último filme da série estrear, em Julho de 2011. Só que, depois de um tempinho, a euforia passa e a realidade começa a vir à tona. Às vezes não é tão bom assim.

Até então, tirando o primeiro e o segundo filmes, ambos dirigidos por Chris Colombus, que são clássicos, perfeitinhos e muito bem adaptados – o que os coloca por unanimidade no topo do pódio –, o melhor foi o terceiro, O Prisioneiro de Azkaban, dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón. Ótimos efeitos e trilha sonora (indicado em ambas categorias para o Oscar de 2005), fotografia caprichada, mudança no visual do uniforme, de partes do castelo e amadurecimento da história, que deixou de ser para crianças. O Cálice de Fogo, de Mike Newell, teve a fotografia esverdeada demais e foi adaptado de uma maneira um tanto quanto chata, então fica por último na minha lista. Já em A Ordem da Fênix, o primeiro da série que ficou a cargo de David Yates, o negócio demorou um pouco para engrenar. Quando escrevi sobre o quinto filme para o blog antigo, lembro de ter dito que estava achando o filme, até a metade, um saco. No final, tudo compensou, mas mesmo assim; aquele começo condena.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe estava previsto para estrear em novembro de 2008, mas, com medo de ser massacrado pela bilheteria que O Cavaleiro das Trevas fez em Julho, o estúdio atrasou a estréia em sete meses. A comoção foi geral e o que não faltou foi movimentação entre os fãs para se rebelar contra a Warner, mas de nada adiantou. O produtor David Heyman chegou a dar uma declaração na época de que o filme já estava inteiramente pronto para ser lançado em Novembro, mas que a decisão era definitiva. Era 15 de Julho de 2009, dois anos depois do lançamento do último filme, e não se fala mais nisso.

Alguns trailers eram bons demais para ser verdade, nos dando a impressão de que Enigma seria um daqueles exemplos em que o trailer é melhor que o filme. Eu, que sempre acredito no bem das pessoas, continuava tendo fé no filme, mas a coisa parecia boa demais para ser verdade, então já estava com um pé atrás.
Quinta passada comecei a reler o livro que daria origem ao filme, segunda-feira já estava com o ingresso na mão. Quarta-feira nunca demorou tanto pra chegar.

A primeira cena foi linda. E tudo o que a seguiu foi tão incrivelmente digno quanto. A única coisa em que o filme peca é na fidelidade ao livro de J. K. Rowling. Algumas coisas que não deveriam estar lá estão e outras que deveriam, ficaram de fora. Por mais que tenha sido divertido, o clima de “comédia romântica” tomou boa parte do tempo onde poderiam ao menos explicar por que Snape se auto-intitulava O Príncipe Mestiço e aquelas aparições de Malfoy colocando maçãs e pássaros no Armário do Sumidouro para explicar a função do objeto foram inúteis, já que o garoto explicou a Dumbledore como os comensais chegaram a Hogwarts usando o armário no final do filme. Fora que, quem não leu o livro, até agora não sabe que aquela era a Sala Precisa. E a batalha no castelo no final da história? Ausente. Tava todo mundo dormindo. Simples assim. Não teve primeiro ministro trouxa nem enterro de Dumbledore, mas teve o desnecessário flerte de Harry com a garçonete e o ridículo beijo de Harry e Gina, que conseguiu ser mais sem graça do que o de Harry e Cho no filme passado. Faltaram coisas importantes sim, mas as outras cenas fizeram valer a pena (Hermine bêbada vai ficar para a eternidade). E foi o clima leve do filme combinado com as revelações das memórias da Penseira de Dumbledore, Cátia Bell envenenada e os agoniantes minutos finais que compensaram tudo e fizeram desse filme o melhor dos seis já lançados. Isso se você não der muita bola para o tal do enigma do príncipe, a trama principal, que foi apenas uma história paralela citada pouquíssimas vezes durante as duas horas e meia de filme.

Em seu primeiro dia em cartaz, Harry Potter e o Enigma do Príncipe já bateu recordes. Só nas sessões da meia noite nos EUA, o filme arrecadou a marca de U$22,2 milhões, deixando O Cavaleiro das Trevas em 2º lugar com U$18 milhões.

Em resposta às primeiras críticas do filme que começaram a sair essa semana, o diretor David Yates, que no momento filma as duas partes finais da série – As Relíquias da Morte, partes 1 e 2 –, disse que “se vocês acharam Enigma bom, ainda não viram nada”.
Bom, pra eu ter de esperar mais um ano e meio para ver o Harry de novo no cinema, espero realmente que ele esteja falando a verdade.

2 comentários:

Sally disse...

Incrivel. Só tenho a dizer: ditto.

mariliazara disse...

eh eu tb espero q seja verdade HAHAAH isso q vc falo faz sentido, bando de coisa nada ave lá..e as coisas q deviam n colocaram :/

eii tava com sdd de visita teu blog! gosto mtoo \o\ :*